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Jovem de 17 anos morre após ser espancado ao reagir a ofensas homofóbicas

Jovem morre após agressão por homofobia Crédito: Reprodução

Fernando Vilaça da Silva, de 17 anos, morreu após ser brutalmente espancado no bairro Gilberto Mestrinho, em Manaus (AM). O caso ocorreu no dia 2 de julho. Ele foi socorrido em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu três dias depois.

Segundo testemunhas, o jovem foi alvo de agressões após reagir a ofensas homofóbicas feitas por um grupo de homens durante uma confraternização na rua. Fernando teria questionado por que o chamaram de “viadinho” e, logo em seguida, sofreu o espancamento.

A vítima sofreu traumatismo craniano, hemorragia intracraniana e edema cerebral. O laudo do Instituto Médico Legal confirmou que a morte foi causada por ação violenta e contundente.

Em nota oficial, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania lamentou a perda e classificou o crime como uma grave violação aos princípios da dignidade, igualdade e liberdade. A pasta destacou que a LGBTQIAfobia é crime equiparado ao racismo.

Veja a Nota na Integra:

Nota da OAB-AM (Reprodução/Instagram @oabamazonas)

Além disso, a OAB-AM repudiou o assassinato e se colocou à disposição para prestar apoio jurídico à família. A entidade lembrou que Manaus já liderou, nos últimos anos, os registros de mortes violentas contra pessoas LGBTQIAPN+ no país.

De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, os suspeitos foram identificados, mas ainda não foram presos. As investigações seguem em curso.

Vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento das agressões a Fernando Vilaça, com os suspeitos fugindo do local. O adolescente aparece jogado ao chão, com uma parte do corpo em cima da calçada e a cabeça em via pública.

Veja o vídeo:

A mãe de Fernando Vilaça, que preferiu não se identificar, relatou como aconteceram as agressões contra Fernando. De acordo com ela, ao pedir para o jovem comprar leite em uma padaria próxima à residência, ele avistou os suspeitos na esquina da rua e voltou para casa para avisar os irmãos, que acompanharam Fernando até o local onde os adolescentes estavam. Segundo relatos da família e vizinhos, o bullying dos suspeitos contra o adolescente e outras crianças do bairro era constante.

“Ele nem chegou a comprar [o leite], ele voltou. Quando ele voltou, jogou o dinheiro aqui no sofá e falou para os dois irmãos dele [que aparecem nas imagens] que os moleques estavam lá na esquina. Quando os meus dois meninos desceram, eu fui atrás também”, afirmou.

A mulher relata ainda que um dos suspeitos atingiu a cabeça de Fernando com um chute e, com o impacto, ele caiu ao chão já desacordado. “Um deles deu um chute na cabeça do meu filho que, com o impacto, bateu no muro da escola. Foi uma porrada muito forte que estalou. Dessa porrada, meu filho caiu já todo se tremendo, duro no chão. Aí eu peguei, querendo levantar meu filho para tirar da beira da calçada, pedi ajuda do vizinho que mora na esquina. Aí eu corri aqui para casa para pedir ajuda”, disse.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou um pedido para que o Ministério acompanhe o caso de perto. Ela denunciou que os agressores, mesmo foragidos, chegaram a gravar vídeos durante o velório da vítima.

Movimentos sociais pedem justiça e ações mais efetivas contra a violência motivada por homofobia.

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