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BRASIL

Lula insiste em diálogo com Trump, mas afirma: “ninguém quer conversar”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou que tem buscado contato com o governo dos EUA por diversos canais, mas ainda não encontrou abertura para negociar o tarifação de 50% anunciada por Donald Trump. Segundo ele, “ninguém quer conversar” — e isso impede a resolução pacífica do impasse comercial

Crédito: REPRODUÇÃO

🇧🇷🇺🇸 Tentativas de diálogo sem resposta

Desde julho, o Brasil enviou representantes de alto escalão — incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Agricultura e o ministro da Fazenda — para contatar seus equivalentes americanos. Apesar de múltiplas agendas e reuniões, Lula afirmou que não houve retorno concreto do lado dos EUA
Alckmin, que chegou a dialogar por quase 50 minutos com o secretário de Comércio americano Howard Lutnick, procurou reativar canais de negociação — sem sucesso significativo até agora

Lula reafirma soberania e disposição para negociar

O presidente destacou que o Brasil tem buscado o diálogo desde sempre e não aceita ser tratado como um país subalterno. Ele enfatizou: “Se ele [Trump] quisesse conversar, pegava o telefone e me ligava”. Ainda assim, reforçou que o país está disposto a negociar humildemente para minimizar os impactos das tarifas

Além disso, Lula deixou claro que a agenda brasileira não admite interferência na justiça nacional ou recuos em questões como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro — apontado por Trump como alvo de uma “caça às bruxas”

Tarifas de 50% e riscos ao comércio

Trump anunciou tarifas que chegam a 50% sobre vários produtos brasileiros, com início previsto para 1º de agosto. A justificativa foi atribuída à insatisfação americana com processos jurídicos envolvendo Bolsonaro e supostas práticas comerciais injustas enfrentadas pelos EUA.
Lula classificou a medida como um “ataque político” e afirmou que, caso o diálogo não aconteça, o Brasil oferecerá reciprocidade conforme sua lei de reciprocidade econômica.

Contexto e perspectiva diplomática

A relação entre Lula e Trump é marcada por divergências políticas, mas também por pragmatismo comercial. Enquanto Trump demonstra apreço por Bolsonaro, Lula busca preservar a parceria histórica entre os países, defendendo interesses brasileiros com clareza e soberania
Mesmo diante de atritos, analistas consideram que ainda há chance de um ajuste nas tarifas — especialmente caso Trump reduza os percentuais para 15%‑20%, conforme sinalizou em entrevistas recentes. Lula se mantém esperançoso, ressaltando que “se tiver que ligar, eu ligo”

Em resumo

  • Lula afirma que tentou contato direto e via intermediários, mas não obteve resposta.
  • Ele reforça que o Brasil está pronto para negociar, mas exige ser tratado com respeito.
  • Trump mantém a tarifa de 50% sobre exportações brasileiras, alegando razões políticas.
  • Caso os EUA não recuem, o Brasil considera retaliar comercialmente.
  • O desfecho depende da abertura diplomática até o prazo final de 1º de agosto.
Lula – Foto: Carlos Costa/AFP

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